quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Eduardo Campos apresenta o Pacto pela Vida em Bogotá

O programa de segurança pública Pacto pela Vida, do Governo de Pernambuco, foi o tema de uma apresentação feita pelo governador Eduardo Campos nesta quarta-feira (14), em Bogotá, na Colômbia. O gestor participou do "Congresso Internacional para autoridades territoriais: A segurança cidadã, um compromisso de todos", promovido pelo Governo da Colômbia em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Campos foi o único governante brasileiro convidado.

O evento reuniu estudiosos e especialistas de todo o mundo na área de segurança pública e foi voltado para prefeitos e autoridades policiais colombianas. O governador de Pernambuco integrou o painel "Experiências contra a criminalidade: os casos da Itália e do Brasil". Durante duas horas, ele dividiu o palco com o Procurador Antimáfia da Itália, Piero Grasso, e com o especialista em assuntos judiciais da Embaixada da Itália nos EUA, Giannicola Sinisi. “É uma grande emoção vir para um seminário internacional e ver o Pacto pela Vida na mesa”, disse o governador.

Não foi por acaso que Bogotá foi escolhida para sediar o evento. A cidade tem um dos casos mais expressivos na repressão da criminalidade. Por este motivo, Campos destacou a importância do intercâmbio entre o Brasil e a Colômbia.

“O governo colombiano, por tudo que viveu no país e pelo esforço que tem feito para melhorar a sua segurança pública, tem muito a nos oferecer”, reconheceu Eduardo. O governante sugeriu aos membros do BID promover um evento igual em solo brasileiro. “Reuniríamos os prefeitos do Brasil inteiro, garantindo o envolvimento dos gestores com o tema da segurança pública a partir de experiências bem-sucedidas”. Após o seminário, o governadorRessocialização colombiano.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Eduardo e Dilma prestigiam posse de Graça Foster

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), estarão juntos na cerimônia de posse da novo presidente da estatal Petrobras, Maria das Graças Silva Foster. A solenidade ocorre nesta segunda-feira (13), às 15h, no Rio de Janeiro. Ela sucede Sérgio Gabrielli (PT).

Essa uma das primeiras mudanças no segundo escalão do Governo Federal anunciada pela presidente Dilma no ano passado, apesar de toda a grita na base aliada. Dentre as várias indicações apresentadas pelo leque de partidos, a petista optou por Maria das Graças Foster, servidora de carreira da estatal e que tem um perfil mais técnico para o cargo. Ela comandará uma das principais empresas públicas mundias, com orçamento bilionário.

Pelo menos quatro ministros participarão hoje à tarde. São eles: Guido Mantega (Fazenda), Míriam Belchior (Planejamento), Edison Lobão (Minas e Energia) e Ideli Salvatti.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

ROBERTO ALMEIDA ENTREVISTA ANTÔNIO JOÃO

ANTÔNIO JOÃO REVELA DETALHES DE SUA CANDIDATURA

EXCLUSIVO - O blog enfrentou a "fera" de  Lajedo. Havia o receio de que a conversa não fosse amena, afinal de contas desde o começo dessa história temos sido dos mais críticos em relação a essa pré-candidatura. Isso porque Antônio Dourado nunca morou em Garanhuns e não tem serviços prestados à cidade, além de ter sido lançado de forma sorrateira.  Esperávamos, então, que o homem tivesse pelo menos um pouco de mágoa em relação ao jornalista. Mas como este é o nosso trabalho e muitos já cobraram aqui mesmo neste espaço uma entrevista com o socialista, quando se apresentou a oportunidade resolvemos aceitar a parada. Ele usou da mesma fala mansa com a qual se apresentou na Rádio Marano e em nenhum momento foi grosseiro com o repórter. Estratégia política ou não, o fato é que não deu "porrada", não mordeu e saímos inteiro dPublicar postagema conversa.

Antônio João, 59 anos,  é filho do médico Antônio Dourado, que foi um dos primeiros prefeitos de Lajedo e morreu o ano passado, com mais de 100 anos de idade. De Garanhuns conhece muito pouco, apenas estudou no Colégio Diocesano, na sua juventude. É formado em Engenharia Elétrica e  funcionário da Chesf, de onde está para se aposentar. Na vida pública foi dirigente de Suape, Secretário Estadual, Secretário do Município do Cabo de Santo Agostinho, exerce o terceiro mandato de prefeito em sua terra natal, dirigiu a Codeam duas vezes e atualmente preside a Associação Municipalista de Pernambuco, AMUPE.

Para facilitar a vida do leitor, preferimos dar ao bate papo o formato de ping pong, destacando os pontos mais importantes, numa interpretação livre do que foi abordado.

R.A. - Por que o Sr. resolveu de candidatar a prefeito de Garanhuns?

A.D. - Porque recebi uma missão. O governador Eduardo Campos recebeu 93% dos votos de Garanhuns e é extremamente grato com a população local. Possivelmente nenhum candidato conseguirá no município um percentual igual ao dele. Por isso ele quer ajudar a cidade e entendendo que aqui há a necessidade de um gestor resolveu me convocar e aceitei o desafio.

R.A. - Mas o seu nome enfrenta forte resistência de amplos setores da sociedade local...?

A.D. - É natural. Eu sou prefeito de Lajedo, meu trabalho tem sido voltado para minha terra. Mas não vim para cá tomar o lugar de ninguém ou fazer inimizades. Quero construir, unir as pessoas e dá uma contribuição para que Garanhuns possa se desenvolver.

R.A. - Seu próprio partido, o PSB, não está unido em torno do seu nome...?

A.D. - É verdade. Alguns companheiros defendem outras opções, porém estamos conversando e temos certeza de conseguiremos o maior grau de unidade possível, de modo a construir a candidatura e um projeto para Garanhuns, que é maior do que tudo isso.

R.A. - E como ficam os outros pré-candidatos da base aliada, como Izaías Régis e Zé da Luz?

A.D. - Temos o maior respeito por todos os candidatos. E devemos ter em mente os interesses de Garanhuns. Defendo uma campanha propositiva e civilizada a tal ponto que amanhã, caso Izaías vença a eleição, eu possa de alguma forma colaborar com o governo dele e com a cidade. Da mesma forma se o vitorioso for Zé da Luz. E se eu vencer espero também contar com eles. Não quero ninguém como inimigo ou adversário pois precisamos nos unir em torno de um projeto para Garanhuns.

R. A. - Dizem que se o Sr. for prefeito de Garanhuns os cargos da prefeitura serão loteados. Virá gente de Lajedo, os prefeitos Eudson e Sandoval indicarão secretários, o ex-prefeito Nenen poderá ocupar um espaço importante...

A.D. - Não estou trabalhando com essa possibilidade. Não há nenhum compromisso dessas pessoas indicarem secretários ou diretores ou virem a ocupar cargos na prefeitura. Caso eu seja prefeito a equipe será escolhida preferencialmente entre os garanhuenses, desde que sejam pessoas qualificadas. Porque teremos mais do que ninguém a obrigação de escolher uma equipe de alto nível.

R. A. - Outra ideia que se consolidou na cidade é que o Sr. vem para o município com muito dinheiro, será o candidato do poder econômico. Se fala até que na sua campanha serão gastos em torno de 10 milhões de reais?

A. D. - De forma nenhuma haverá abuso de poder econômico. Pretendo fazer os gastos normais de uma campanha, confeccionando o material de propaganda, contratando bons profissionais para produzir um bom guia eleitoral de rádio, esses gastos que todo candidato terá de fazer.

R.A. - O Sr. disse numa entrevista na Rádio Marano que o governador Eduardo Campos estará na sua campanha em Garanhuns, contudo ele tem dito à imprensa da capital que nos municípios onde existem mais de um candidato da base aliada haverá respeito aos outros partidos...

A.D. - Garanhuns é um caso diferente porque aqui estou cumprindo uma missão do governador. Ele virá sim participar da minha campanha.

R.A. - A maior parte dos blogueiros, radialistas e jornalistas de Garanhuns batem na sua pré-candidatura. Não aceitam o seu nome. Qual o seu sentimento com relação à imprensa local?

A.D. - A imprensa cumpre seu papel e reflete esse choque inicial que houve em relação ao meu nome. Quero dizer no entanto que tenho o maior apreço pelos blogueiros, radialistas e jornalistas e gostaria de ter uma oportunidade de me reunir com esses profissionais e expor os meus pontos de vista. Respeito os que se posicionam contra, mas quero dizer que no caso de vencer a eleição não vou hostilizar ninguém, até porque vou precisar de todos para desenvolver meu projeto em Garanhuns.

R. A. - É verdade que o Sr. está trazendo muitos eleitores de Lajedo para votar em Garanhuns?

A.D. - Como sou candidato em Garanhuns, possivelmente minha mulher e meus filhos virão votar em mim. Não quero que nenhum outro eleitor de Lajedo deixe de votar lá, em sua cidade.

R.A. - E o seu irmão, o deputado Marcantônio Dourado?

A.D. - Continuará eleitor de Lajedo e deputado de Lajedo. Caso eu me eleja prefeito de Garanhuns, Marcantônio disputará a reeleição apoiado pelas bases que sempre teve. Aqui em Garanhuns nós apoiaremos o candidato do município e meu irmão deverá ter uma votação equivalente a que sempre teve.

R. A. - Finalmente, o que Antônio João quer de Garanhuns?

A.D. - Nosso projeto foi discutido previamente e não foi anunciado mais cedo porque não tivemos condições de fazer isso. A discussão envolveu o partido, o governador, assessores dele, prefeitos da região do Agreste e fizemos pesquisas no município. O povo de Garanhuns está ansioso por um gestor público. Há uma vontade enorme do governador Eduardo Campos, do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma de ajudar Garanhuns. Nós estamos inseridos neste contexto e queremos contribuir com a cidade, junto dessas lideranças e da população local.


Fonte: http://robertoalmeidacsc.blogspot.com